Projeção e estimativa dos Indicadores Demográficos do Estado do Rio de Janeiro


Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia Estatística - IBGE. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação.

O crescimento populacional ocorre de acordo com a equação “Número de Nascidos Vivos menos o Número de Óbitos”, mais o Saldo Migratório. Assim como o Brasil o Estado do Rio de Janeiro apresenta desaceleração no seu ritmo de crescimento. Observa que para ambos a Taxa de Crescimento é inferior a 1% ao ano, em todo horizonte da projeção (2010-2060), chegando a níveis negativos em torno de 2048 para o Brasil e 2042 para o Estado do Rio de Janeiro. Portanto, a partir destas datas espera-se um decréscimo na população. Para o Brasil a taxa de Crescimento, em 2010, foi de 0,88% e espera-se atingir -0,31%, em 2060. Já para o Estado do Rio de Janeiro, em 2010, foi de 0,63% e espera-se que se atinja -0,41%, ao final do período projetado. A redução na taxa de crescimento populacional vem sendo provocada pela interação entre a queda nos níveis de fecundidade, o aumento da longevidade e redução no saldo migratório.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia Estatística - IBGE. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação.

A taxa de fecundidade total (TFT) do Estado do Rio de Janeiro possui uma trajetória decrescente na maioria do período estudado na projeção. Verifica-se para o estado taxas inferiores em toda série às registradas pelo Brasil. Em 2010, o Estado do Rio de Janeiro registrou uma média de 1,59 filho por mulher, apresentando uma elevação nos primeiros cinco anos da série, chegando em 2015 ao valor de 1,75. Acredita-se que, em 2060, a taxa alcance 1,55. Observa-se que o valor da TFT está abaixo do nível de reposição, seja para o Brasil ou para o Estado do Rio de Janeiro. Taxas inferiores a 2,1 sugerem níveis de fecundidade insuficiente para assegurar a reposição populacional. (RIPSA, 2008)

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia Estatística - IBGE. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação.

A TBN (taxa bruta de natalidade) apresenta em todo período da projeção uma tendência de queda no Estado do Rio de Janeiro, que saiu de 13,10, em 2010, chegando, em 2060, a 8,67. A queda da natalidade pode implicar em taxas de crescimento menores. Contudo, a natalidade é apenas um dos três componentes que formam a dinâmica do crescimento, podendo este variar de acordo com a oscilação em cada um desses.

A taxa bruta de mortalidade (TBM) no Estado do Rio de Janeiro foi de 7,26, em 2010; espera-se uma taxa de 13,08, em 2060. Apresentando uma tendência de crescimento, comportamento oposto ao apresentado pela TBN.

Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia Estatística - IBGE. Projeção da população do Brasil e das Unidades da Federação.

Já a variação esperada para taxa de mortalidade infantil é de decréscimo para os próximos anos, saindo de patamares de 14,06, em 2010 para 3,92 em 2060. A queda da taxa de mortalidade infantil é uma excelente notícia para os fluminenses por diversos motivos, entre eles o fator econômico. Afinal com a taxa de fecundidade em queda, ao lado da redução da mortalidade infantil, há a expectativa de que as crianças sobrevivendo possam chegar à idade adulta, dinamizando o mercado de trabalho e gerando oferta de mão de obra. Porém para alcançar tais índices em 2060 são necessárias melhorias na qualidade dos serviços públicos de saúde reprodutiva, saúde materno-infantil, entre outras. (CEPERJ, 2018)

Referências:

CEPERJ. Análise dos aspectos sociais da Qualidade de vida da população do Estado do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: CEPERJ, jan., 2018;

TAFNER, Paulo; BOTELHO, Carolina; ERBISTI, Rafael. Transição Demográfica e o Impacto Fiscal na Previdência Brasileira. In: CAMARANO, Ana Amélia (Org.). Novo regime demográfico: uma nova relação entre população e desenvolvimento? Rio de Janeiro: Ipea, p. 539-570, 2014;

RIPSA. Rede Interagencial de Informação para a Saúde. Indicadores básicos para a saúde no Brasil: conceitos e aplicações. Brasília: Ripsa; Organização Pan-Americana da Saúde, 2. ed. 2008.
Tecnologia PRODERJ - Todos os direitos reservados