Cartilha Amiga da Mulher ganha edição atualizada

Publicação celebra o mês da luta à violência contra a mulher e pode ser conferida no site da Ceperj

Denominado Agosto Lilás, o mês que se inicia hoje marca a campanha de enfrentamento à violência contra a mulher. Com a finalidade de conscientizar e informar a população, a Comissão de Valorização da Mulher da Fundação Ceperj montou uma reedição atualizada da Cartilha Amiga da Mulher. A publicação consiste em alertar para os tipos de violência contra as mulheres (sexual, física, psicológica, patrimonial, moral) e como identificá-los; o ciclo vicioso que se instaura em relacionamentos abusivos; dados dessa violência; e como e onde a vítima deve buscar ajuda para esses casos. Acesse a cartilha através deste link:

“Nosso objetivo com a reedição da cartilha neste mês é oferecer informações e alertar as mulheres sobre seus direitos para que possam romper com o ciclo de violência que sofrem. Queremos que não só elas, mas todos tenham acesso à cartilha para que sejam multiplicadores e possam colaborar na detecção e diminuição de casos de violência doméstica e familiar, ajudando a salvar a vida de inúmeras mulheres”, explica Gabriel Lopes, presidente da Fundação Ceperj.

Só até 21 de junho deste ano, somaram-se 40.025 denúncias e 200.914 violações de direitos humanos nas duas categorias referentes à mulher: “Outras violências contra a mulher” e “violência doméstica e familiar contra a mulher”. Dessas violações, 85.668 aconteceram na casa na qual residem a vítima e o suspeito.

A presidente da Comissão da Mulher, Noelma Faria, conta que a violência pode ser prevenida. Segundo ela, existe um ciclo já estudado capaz de ajudar a mulher a ficar atenta para tomar as iniciativas cabíveis. Tudo é descrito com detalhes na cartilha.

“O ciclo é composto por três fases, de forma resumida, a primeira é a criação de tensão, o homem demonstra nervosismo, aumenta o tom de voz e faz xingamentos ao se dirigir à mulher; a segunda é a explosão, onde em decorrência da raiva desproporcional, ele ataca a vítima com ameaças e agressões; a terceira fase é a lua de mel, o homem se mostra arrependido, presenteia a mulher, pede desculpas e diz que não irá mais ser agressivo, porém, geralmente, o arrependimento é apenas momentâneo”, explica Noelma Faria.

A cartilha destaca ainda os tipos mais comuns de violência doméstica, entre elas a violência sexual, física, psicológica, patrimonial e moral.

“É importante que todos entendam que as agressões às mulheres não são somente de natureza física. A violência doméstica abrange diversas situações, inclusive, foram identificados casos de violência sanitária durante a pandemia de Covid-19, onde os maridos proibiam as esposas de utilizarem materiais de higiene com a intenção delas contraírem a doença”, explica Daniele Oliveira, advogada e membro da Comissão de Valorização da Mulher da Fundação Ceperj.

A advogada criminalista, Gisela França, que também integra a Comissão, destaca que mulheres em situação de violência doméstica precisam criar um plano de proteção.

“Essas mulheres precisam informar a situação a pessoas de confiança, pensar no transporte que vão utilizar, caso precisem sair de suas casas com urgência, ter os telefones dos serviços de proteção à mulher salvos com nomes falsos, evitar correr para locais com objetos que possam servir como arma e proteger a cabeça o máximo possível”, diz Gisela França.

 

Acesse a cartilha

 

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